A dor é difusa na musculatura esquelética, atingindo múltiplos pontos sensíveis, além de fadiga, rigidez muscular, dor após esforço físico e alterações no sono. Estes são alguns dos sintomas das pessoas que sofrem com a fibromialgia, uma síndrome clínica dolorosa de origem e causas ainda desconhecidas e sem cura.
Riviane Pereira, 43 anos, descobriu, há cinco anos, que tem a doença, que teve início em decorrência de fatores emocionais com a perda do pai, seguida de estresse e depressão. Na época, quando não entendia as intensas dores na coluna, na bacia e no joelho, buscava o diagnóstico de vários especialistas, sem muito sucesso. Tempos depois descobriu que as dores tratava-se de fibromialgia e que precisaria de muita persistência para encarar o que vinha pela frente.
Atendendo recomendações médicas foi procurar atividades físicas de baixo impacto. Iniciou com a hidroginástica, mas confessa que não tinha força de vontade de ir para as aulas. Foram dois anos e meio persistindo na hidro até que decidiu pelo Pilates, quando procurou o Studio Wania Carreira.
Ela conta que, na época, sentia-se com um corpo de uma senhora de 60 anos e que com o tempo foi sentindo-se fisicamente e mentalmente melhor por meio dos benefícios do Método. “Os exercícios são leves, trabalham a mobilidade articular e sempre finalizam com um relaxamento. Gosto muito e no dia que faço a aula melhoro minha autoestima e o meu humor. Tudo mudou na minha vida, minha consciência corporal e a força de vontade para levantar da cama todos os dias”, conta Riviane, que é proprietária de um café, em que coordena o trabalho de 15 funcionários, precisando de disposição, bem-estar e “cabeça fria” para que tudo corra bem.
Wania Carreira, que acompanha e é instrutora de Riviane há dois anos e meio, diz que o Pilates é o método ideal no tratamento da fibromialgia por amenizar as dores e proporcionar o aumento da autoestima. “O Pilates melhora a flexibilidade do corpo. Dou ênfase em exercícios leves que trabalham força, coordenação na respiração e resistência muscular, com movimentos contínuos na região do tronco, proporcionando resistência muscular abdominal e equilíbrio”, explica Wania. A prática regular de exercícios com acompanhamento, de preferência individual, acrescenta ela, melhora a disposição do aluno, o sono, ajuda a lidar com o estresse e leva a pessoa a aprender a viver com a doença.

